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OS CAMINHOS DE LULA
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OS CAMINHOS DE LULA

Está para nascer o político profissional que desista de concorrer a uma eleição quando tenha: 1) trânsito político internacional, 2) a economia a seu favor, 3) a oposição fracionada (Aécio, FHC e Serra), 4) poder político para fazer acordos e 5) votos para vencê-la.

Posto estas indiscutíveis premissas, o roteiro do Presidente Lula tem três caminhos que se sucedem.

O primeiro é o da re-reeleição. Para isto basta um acordo político com os tais de trezentos compreensivos congressistas e com quatro desinteressados brasileiros (Roberto Globo, Silvio Sbt, João Band e Edir Record) para articular somente mais uma emenda constitucional. Afinal, porque apostar no duvidoso tendo na mão o certo? Os demais? Ora, eles já estão juntos na caminhada e demonstram que não apreciam mudanças, pois a continuidade gera a estabilidade que dá segurança aos contratos. É tirar doce de criança.

O segundo, no pouco provável bloqueio do primeiro, é o do parlamentarismo. Além de ser sempre incensado pelos tucanos quando longe do poder, é uma atrativa divisão do pudim que permitiria o lambuzar de todas as bocas. O caminho tem os mesmos números: 300 + 4.

O terceiro, em caso de extrema má sorte, é a competente, fiel e eternamente grata Dilma.

É verdade que as premissas devem estar presentes quando das definições para a eleição presidencial, mas isto não é problema para quem tem: 1) arrecadação tributária fantástica, 2) superávit primário belíssimo, 3) reservas internacionais exuberantes, 4) poder monumental para arrecadar despretensiosas contribuições de campanhas e 5) apoio fortíssimo do Banco Mundial e do FMI, “longa manus” dos EUA, que impedem a emergência de concorrentes via condicionalidades contratuais.

Alguém duvida? Eu não! Aliás, quem viu Lula nascer, crescer e ficar adulto não pode duvidar.

FHC declarou o fim do getulismo pensando em substituí-lo na história brasileira e só conseguiu aplainar os caminhos para o sucessor ocupar o lugar, já que só um cataclismo tira Lula de lá.

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Às 15:48 em 22 setembro 2008, João Pedro disse...
Esta crise norte-americana é falsa como nota de três dólares.

O falcão-mor está se despedindo em grande estilo e aproveitando para arrumar a casa. Com a velocidade digna da ave de rapina mais rápida do planeta, está fazendo a faxina e aproveitando para colocar uma pedra sobre este ciclo da farra. Além disto, está aplicando o “freio de arrumação”, que além de aglomerar na marra os passageiros mostra quem está no comando.

A exemplo das guerras “cirúrgicas”, está apresentando a conta a todos que, mansamente, porque não têm alternativas, pagam!

Em 04 de novembro, chegará o novo dono do poder que vai citar as velhas frases por nós tão conhecidas: vamos olhar para a frente, não vamos dirigir olhando para o retrovisor, o passado é o passado, etc. etc.

Sempre soubemos que o neoliberalismo com a sua dita eficácia dos mercados era pirita, pois eles querem o Estado para arrecadar impostos que devem servir, prioritariamente, para garantir seus ganhos.

Nos últimos tempos presenciamos a mais pura demonstração da supremacia dos irmãos do norte. Alguns exemplos:
1. vendem seixo a preço de brilhante;
2. obrigam os concorrentes a injetar recursos em suas empresas atoladas em enormes prejuízos;
3. provocam uma colossal transferência de renda das demais economias para a sua, via juros, dividendos e lucros;
4. sustentam falsos oráculos da economia mundial, como as empresas de rating com suas falsas avaliações;
5. desdenham o apelo dos impotentes aliados que imploram um mínimo de moderação no seu ajuste;
6. forçam a ampliação dos mercados internos dos parceiros para que estes absorvam o excedente da sua parada estratégica, sem nenhuma preocupação com a inflação daí decorrente;
7. equilibram a sua balança comercial mediante o aumento das exportações de suas empresas sem competitividade e sem mercado interno; etc.

Alguns vendem o sonho da breve quebra da hegemonia econômica dos EUA e a conseqüente deterioração do padrão-dólar. Puro ilusionismo; hoje ninguém tem força para tanto, pois o Yene e o Euro já ajoelharam e o Yuan está começando a flexionar os joelhos. O nosso sonho de testemunhar a queda do império está longe de acontecer.

É a velha e conhecida socialização do prejuízo em nível global amparada na força dos mercados consumidores e das armas.

A financeirização do capitalismo está mostrando a sua face mais cruel.
 
 

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