Educação: na sala de aula
Um amado mestre me dizia: “o que o professor persegue é o riso do aluno”. É verdade. O rosto relaxado por um sorriso, gesto bem individual, sinalizando compreensão e estimulando-nos a avançar. Tenho estudado com crianças praticamente os mesmos textos que vejo com adultos.
Tenho proposto a jovens, a adultos, a acadêmicos e a executivos de todas as áreas os mesmos desafios no árduo trabalho de tecer o texto. Quando, aceitando os meus desafios, os alunos se colocam confiadamente em minhas mãos, meu coração estala: eu, talvez, não tivesse esta grandeza de deixar-me levar.
Na verdade, cotidianamente, o que nós, eu e meu aluno, tecemos é uma fração do resto de nossas vidas. Podemos fazer isso bem ou mal humorados, comprometidos ou indiferentes, apaixonados ou frios, apenas profissionais. Inevitavelmente, colhemos o que plantamos: Gustavos, Larissas, Lucas, Luízas, Gisèles, Elianes, Ricardos, Marcelos, médicos, ou psicólogos, ou jornalistas, ou educadores, ou juristas. Seres humanos, pais, vizinhos, cidadãos que vão levar para sempre o pior ou o melhor de nós.
O regente de classe rege mudanças: é mentor, é líder, é inspirador. É muito sério. Também nos relacionamentos, “aquilo que semeamos, isso também ceifaremos”, diz o texto de Provérbio.
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